quarta-feira, 11 de maio de 2011

Castanholas

 O FLAMENCO E A ORIGEM DAS CASTANHOLAS ! ! !


Acredita-se que a castanhola, instrumento da classe dos idiófonos, é um dos instrumentos musicais mais primitivos da história da humanidade, aparecendo com variações de formas e materiais em diferentes continentes.

De origem fenícia, os “crotalos” foram utilizados no Antigo Egito e Grécia, como se pode constatar através de estudos arqueológicos, a presença em desenhos e pinturas do ano 3.000 a.C. com homens e mulheres dançando e empunhando objetos levemente torcidos.
Outros estudos apontam que a verdadeira origem da castanhola é a “crusmata” ibérica, formada por peças de madeira, conchas marinhas, ossos, marfim ou pedras planas, as tarrenhas. Os músicos e bailarinos as faziam soar sustentando as peças entre os dedos, e até hoje se pode encontrar em alguns “pueblos” pessoas que utilizam pedaços de telhas ou outras sucatas para tocar “tarrenhas”.
A castanhola Espanhola é a única que evoluiu através do tempo, se transformando lentamente, adaptando-se às necessidades dos intérpretes até adquirir a forma ideal para a execução de ritmos e de técnica elaborada que acompanham o canto e o baile.
O século XVIII pode ser considerado o auge da castanhola espanhola, pois o virtuosismo surge com modificação da forma de tocar, sendo sustentada agora, nos dedos polegares. A motivação dos salões de baile para se dançar o bolero, as “seguidillas” e os fandangos, acompanhados sempre do ritmo das castanholas, contribuiu para a valorização do instrumento que foi incorporado pela arte flamenca e se tornou um de seus elementos mais significativos.
Dentre os mais importantes intérpretes das castanholas estão: Angél Pericet, Antonia Mercé (La Argentina), Lucero Tena, Vicente Escudero, Encarnación Lopez (La Argentinita) e Carmen Amaya. Esta última, conhecida como “A Rainha dos Ciganos”difundiu pelo mundo a beleza do Baile Flamenco, que tem no toque das castanholas seus momentos de profunda beleza e técnica.


La Morita é a mais importante intérprete da castanhola na América do Sul e em suas aulas, além do sapateado, da expressão corporal e das coreografias de diversos ritmos flamencos, a professora ensina o toque de castanholas.  Minha maestra na qual tenho agradecimento e admiração

Gitanos


Gitanos

Muito se tem dito sobre a origem desse povo, conhecidos como gitanos, ciganos, zíngaros, etc., cujo nome verdadeiro é Rom (Rhom) para a maioria dos grupos e Sintos para os demais.
O primeiro documento que relata a entrada dos ciganos na Espanha é de 1447, esse grupo se chamava "ruma calk" (homem dos tempos) e falavam o Caló (dialeto indiano da região do Maharata). Trouxeram  a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do flamenco, tanto que essa palavra vem do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo) e passou a ser sinônimo de "cigano andaluz" a partir do século 18..

Os gitanos são "povos das estrelas" A celebrações da Lua Cheia, acontecem em torno das fogueiras acesas, do vinho e das comidas, com danças e orações. Para os  ciganos tudo na vida é "maktub" (está escrito nas estrelas). A noite vai alta, a lua linda e nua se expõe e as estrelas esculpem o manto da noite enquanto o fogo aquece e brilha olhos cheios de fé e vida.
Antigamente a  fogueira  gitana representava a unidade espiritual da tribo. Em torno dela, todos se reúniam para celebrar a magia da vida: a força, o amor e a sabedoria que a arte do fogo nos traz. A lenha estala, pés batem no chão, fagulhas sobem em direção às estrelas, olhos "calientes" batem palmas, palmas para a chama, a chama que aquece a paixão, a paixão que pulsa, pulsa dentro de cada coração. É a festa da alma cigana! Com suas longas saias rodadas, xales, leques e mistérios, a cigana dança para fazer magia e encantamentos, para atrair a boa sorte, brincar com o destino


Há milênios os ciganos vem cumprindo sua missão neste planeta, respeitando e reverenciando a Mãe Natureza, trocando e repassando conhecimento

A dança flamenca é a dança da energia vital. Batemos os pés num tablado para receber da terra a resposta sonora que traz força e coragem. O Baile Gitano, como é chamada a dança, tem que ser realizado de corpo e alma. A expressão dos olhos é decisiva para a interpretação correta dos ritmos.


A técnica do flamenco

 

Com raízes indiana, árabe, espanhola, a dança flamenca é conhecida por seus movimentos grandes e fortes de braços e pisoteando os pés com sons rítmicos. A Os bailarinos de flamenco gastam uma grande parte do tempo praticando e aperfeiçoando os movimentos, muitas vezes difícil. Embora não exista uma única dança flamenca, os bailarinos devem seguir um quadro rigoroso de padrões rítmicos. Os passos que um bailarino executa são dependentes da tradição da música sendo tocada. Talvez a maior alegria de dançar flamenco  está nas expressões e emoções pessoais da bailarina, que mudam várias vezes durante uma performance única.

A bailarina de Flamenco

Os bailarinos de flamenco, conhecidos como Bailaores e bailaoras, são sérios e apaixonados. Típicos da dança flamenca, uma bailarina, muitas vezes, deve estar imóvel e livre de expressão para os primeiros momentos de uma canção. Quando ele ou ela começa a sentir a música, os movimentos começam a surgir, uma batida constante de palmas ruidosamente é a característica dos primeiros momentos da coreografia. Então, quando constrói a emoção, a bailarina vai começar uma dança apaixonada. A dança muitas vezes é um pisoteado feroz, e os movimentos do braço são graciosos e firmes. Castanholas às vezes estão nas mãos para tocar, e leques são usados ocasionalmente para o impacto visual.


Com Sorriso e castanhola
Sapateia a bailarina
Que na dança faz escola
Revelando-se divina
Cyro Mascvarenhas



FLAMENCO DUENDE Mais que uma entidade fantástica, o flamenco duende significa um estado de espírito onde a alma pode enfim comunicar-se com um encanto misterioso, representado não pelo domínio de uma técnica, ou a busca de uma estética, mas através de ambos expressarmos quem verdadeiramente somos,um estágio mágico de entrega e amor, expressão mais sublime de reverência ao sopro da vida.

O Flamenco se torna patrimonio da humanidade


Apesar de ser uma arte popular, o flamenco recebeu contribuições importantes de autores individuais, dentre os quais vale destacar:

- No cante: El Planeta, El Fillo, Silverio Franconetti, Enrique El Mellizo, Antonio Chacón, Antonio Mairena, Manuel Torre, Fernanda e Bernarda de Utrera, Pastora Pavón e Camarón de La Isla.

- No baile: Juana La Macarrona, Vicente Escudero, Antonio, Carmen Amaya, Matilde Coral, Antonio Gades, Manuela Carrasco, Antonio Canales, Eva La Yerbabuena e Sara Baras.

- Na guitarra: Maestro Patiño, Ramón Montoya, Diego Del Gastor, Sabicas, Niño Ricardo, Serranito, Paco de Lucía, Manolo Sanlúcar, Tomatito, Gerardo Nuñez e Vicente Amigo.

Dança Circular Sagrada

                                            

Unidade é a melhor palavra para expressar as Danças Circulares Sagradas. A raiz dessas danças se estende, harmonizando e integrando o corpo, a mente e a alma. Essa tríade em uma mesma vibração traz o que chamamos de meditação.
Em círculo ritualizamos as mudanças da lua no céu, o giro do sol durante o ano.
Em círculo dançamos, relembramos antigos mitos, trocamos mistérios da espiritualidade feminina.
A forma circular é a escolha porque conforma em mandalas os movimentos espiralados da natureza e suas trajetórias cíclicas.
Pense na gota d’água, na flor, na Terra, no zodíaco, na célula humana, na barriga de uma grávida, no movimentar dos corpos.
Pense também no tempo, descrito pelos ancestrais em círculos de pedras, antigos calendários circulares, nas celebrações da Roda do Ano, na imagem da Deusa tríplice. Um movimento perfeito, sem início ou fim, como a serpente que morde a própria cauda.
Dentro do círculo, encontramos os significados mais profundos ligados à psique. Ao detalhar as formas, enxergaremos a mescla de cruzes, triângulos, quadrados, estrelas. Verdadeiro caleidoscópio!
No centro do espelho multifacetado, um ponto central, representando a totalidade.
Os passos das danças circulares podem evoluir do básico ao mais elaborado. O enfoque da Dança Circular não é a técnica, e sim a experiência coletiva de criação, o sentimento de união, o espírito comunitário que se percebe a partir do movimento de cada um, possibilitando o movimento coletivo.
A força do Círculo é conhecida há milênios, e é um poderoso símbolo de unidade e totalidade. O trabalho em círculo quebra hierarquias e une os participantes em função do todo.
As Danças Circulares proporcionam a harmonização individual e o centramento através da prática em grupo.
Esse processo de transformação acontece em um ambiente de beleza e alegria, permitindo a união de culturas de diferentes partes do planeta, através de músicas étnicas, clássicas e new age.
A roda oferece às pessoas - independente de contatos anteriores com a dança- a oportunidade de caminharem juntas, de mãos dadas, seguindo um único ritmo, como parte de um processo de aprendizagem.
Dançar em círculo é aprender a olhar o outro de igual para igual

Para Bernhard Wosien, criador das Danças Circulares Sagradas, a dança surge a partir da meditação, porém, só quando o bailarino verdadeiramente participa e é arrebatado pela sua musa. Jamais uma fonte pode-se nos tornar acessível se nós não mais acreditarmos nela. Este ser arrebatado, porém, é o elemento meditativo.


Segundo Paramahamsa Sri Nithyananda, a dança é a suprema técnica de romper com o ego e se libertar da identidade que o homem segura perto do seu coração. você dança do seu Ser. Dança é a expressão exterior da alegria interior, quando você se lança na feliz jornada.

 Quer vivenciar o seu movimento sagrado? Entre no ritmo do pulsar da mãe terra.

A verdadeira dança é um puro ato de Amor, sendo esta a união perfeita da alma com o seu próprio Ser. A dança não é somente prazer para o corpo e para os olhos; ela deve transmitir algo mais que movimento; deve procurar exaltar e recordar ao homem a idéia do Belo, da Perfeição que só poderá ser transmitida na medida em que o executante a torne em si mesmo vivencial.

A dança é uma iniciação à Vida. É o eterno movimento até o mais Sagrado da existencia. É a oração do corpo.

Que mais poderemos dizer senão encorajar todos aqueles que por esta arte se sentem atraídos. Pois, no fundo, onde existe amor à Arte existe o Artista, esse homem que, frente à Beleza, frente à Perfeição, manifesta a sua mais sincera homenagem através da doação de si próprio.

Fonte:
http://www.nova-acropole.pt/Artigos/artigo_danca_sagrada.htm


O QUE SÃO
Danças de roda, tradicionais e contemporâneas, de diferentes culturas vivenciadas como um instrumento de Educação e Cultura, Comunicação Criativa, Autoconhecimento e Saúde Integral, Celebração e Integração. ÁREAS DE APLICAÇÃO
Organizações públicas e privadas - Empresas, Escolas, Hospitais - Comunidades, Grupos de Desenvolvimento Humano e Profissional, Encontros, Palestras e Celebrações.
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ALGUNS BENEFÍCIOS

ORIGEM
A metodologia de trabalho com as Danças Circulares Sagradas foi criada por Bernhard Wosien (1908-1986) - alemão, bailarino e pedagogo da dança- a partir de sua pesquisa com as Danças Folclóricas e Étnicas da Europa Oriental, iniciada em 1952.
Contagiado pela alegria e vibração das danças populares, Bernhard idealizou uma proposta de utilização para as áreas de educação e saúde. As danças que no seu formato tradicional não eram em círculo, foram adaptadas, para conectar profundamente as pessoas na roda.
Assim nascia a "Sacred Dance" - Dança Sagrada, na qual o "sagrado" diz respeito ao poder de elevação do espírito humano, associado à prática da dança e não a uma religião propriamente dita.
Nos últimos 25 anos de vida, o agora "dançarino", dedicou-se integralmente a pesquisar e ensinar as danças de roda como pedagogia e terapia de grupo em instituições educacionais e clínicas nas áreas de Serviço Social e Terapia Ocupacional.
Em 1976, aos 68 anos, Bernhard foi convidado a implantar as Danças Sagradas na Fundação Findhorn -Centro Internacional de Educação Transdisciplinar, fundado em 1962, na Escócia. Um convite que foi determinante para a expansão do movimento das Danças no mundo.
Desde 1976, Findhorn promove anualmente em Julho, o Festival Internacional de Danças Circulares Sagradas, que tem contribuído para trocas valiosas entre os povos e o enriquecimento do repertório. São danças tradicionais e contemporâneas dos quatro cantos do mundo - Ásia, Europa, África e América

Traz a esperança do crescimento e da transformação conscientes através da alegria e da leveza, em comunhão com outras pessoas, num grande círculo de cura. De mãos dadas conectamos com nosso interior, e nos damos conta de como está nossa vida aqui e agora, e como podemos melhorá-la.

Gratidão!!!!!

Gratidão à mae terra, pelo movimento e ritmo e a mais alta expressão do amor. Celebrar a alegria de viver ....... a Cura. Dance à Vida. Seja Feliz