Unidade é a melhor palavra para expressar as Danças Circulares Sagradas. A raiz dessas danças se estende, harmonizando e integrando o corpo, a mente e a alma. Essa tríade em uma mesma vibração traz o que chamamos de meditação.
Em círculo ritualizamos as mudanças da lua no céu, o giro do sol durante o ano.
Em círculo dançamos, relembramos antigos mitos, trocamos mistérios da espiritualidade feminina.
A forma circular é a escolha porque conforma em mandalas os movimentos espiralados da natureza e suas trajetórias cíclicas.
Pense na gota d’água, na flor, na Terra, no zodíaco, na célula humana, na barriga de uma grávida, no movimentar dos corpos.
Pense também no tempo, descrito pelos ancestrais em círculos de pedras, antigos calendários circulares, nas celebrações da Roda do Ano, na imagem da Deusa tríplice. Um movimento perfeito, sem início ou fim, como a serpente que morde a própria cauda.
Dentro do círculo, encontramos os significados mais profundos ligados à psique. Ao detalhar as formas, enxergaremos a mescla de cruzes, triângulos, quadrados, estrelas. Verdadeiro caleidoscópio!
No centro do espelho multifacetado, um ponto central, representando a totalidade.
Os passos das danças circulares podem evoluir do básico ao mais elaborado. O enfoque da Dança Circular não é a técnica, e sim a experiência coletiva de criação, o sentimento de união, o espírito comunitário que se percebe a partir do movimento de cada um, possibilitando o movimento coletivo.
A força do Círculo é conhecida há milênios, e é um poderoso símbolo de unidade e totalidade. O trabalho em círculo quebra hierarquias e une os participantes em função do todo.
As Danças Circulares proporcionam a harmonização individual e o centramento através da prática em grupo.
Esse processo de transformação acontece em um ambiente de beleza e alegria, permitindo a união de culturas de diferentes partes do planeta, através de músicas étnicas, clássicas e new age.
A roda oferece às pessoas - independente de contatos anteriores com a dança- a oportunidade de caminharem juntas, de mãos dadas, seguindo um único ritmo, como parte de um processo de aprendizagem.
Dançar em círculo é aprender a olhar o outro de igual para igual
Para Bernhard Wosien, criador das Danças Circulares Sagradas, a dança surge a partir da meditação, porém, só quando o bailarino verdadeiramente participa e é arrebatado pela sua musa. Jamais uma fonte pode-se nos tornar acessível se nós não mais acreditarmos nela. Este ser arrebatado, porém, é o elemento meditativo.
Segundo Paramahamsa Sri Nithyananda, a dança é a suprema técnica de romper com o ego e se libertar da identidade que o homem segura perto do seu coração. você dança do seu Ser. Dança é a expressão exterior da alegria interior, quando você se lança na feliz jornada.
Quer vivenciar o seu movimento sagrado? Entre no ritmo do pulsar da mãe terra.
A verdadeira dança é um puro ato de Amor, sendo esta a união perfeita da alma com o seu próprio Ser. A dança não é somente prazer para o corpo e para os olhos; ela deve transmitir algo mais que movimento; deve procurar exaltar e recordar ao homem a idéia do Belo, da Perfeição que só poderá ser transmitida na medida em que o executante a torne em si mesmo vivencial.
A dança é uma iniciação à Vida. É o eterno movimento até o mais Sagrado da existencia. É a oração do corpo.
Que mais poderemos dizer senão encorajar todos aqueles que por esta arte se sentem atraídos. Pois, no fundo, onde existe amor à Arte existe o Artista, esse homem que, frente à Beleza, frente à Perfeição, manifesta a sua mais sincera homenagem através da doação de si próprio.
Fonte:
http://www.nova-acropole.pt/Artigos/artigo_danca_sagrada.htm
O QUE SÃO
Danças de roda, tradicionais e contemporâneas, de diferentes culturas vivenciadas como um instrumento de Educação e Cultura, Comunicação Criativa, Autoconhecimento e Saúde Integral, Celebração e Integração. ÁREAS DE APLICAÇÃO
Organizações públicas e privadas - Empresas, Escolas, Hospitais - Comunidades, Grupos de Desenvolvimento Humano e Profissional, Encontros, Palestras e Celebrações.
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ALGUNS BENEFÍCIOS
ORIGEM
A metodologia de trabalho com as Danças Circulares Sagradas foi criada por Bernhard Wosien (1908-1986) - alemão, bailarino e pedagogo da dança- a partir de sua pesquisa com as Danças Folclóricas e Étnicas da Europa Oriental, iniciada em 1952.
Contagiado pela alegria e vibração das danças populares, Bernhard idealizou uma proposta de utilização para as áreas de educação e saúde. As danças que no seu formato tradicional não eram em círculo, foram adaptadas, para conectar profundamente as pessoas na roda.
Assim nascia a "Sacred Dance" - Dança Sagrada, na qual o "sagrado" diz respeito ao poder de elevação do espírito humano, associado à prática da dança e não a uma religião propriamente dita.
Assim nascia a "Sacred Dance" - Dança Sagrada, na qual o "sagrado" diz respeito ao poder de elevação do espírito humano, associado à prática da dança e não a uma religião propriamente dita.
Nos últimos 25 anos de vida, o agora "dançarino", dedicou-se integralmente a pesquisar e ensinar as danças de roda como pedagogia e terapia de grupo em instituições educacionais e clínicas nas áreas de Serviço Social e Terapia Ocupacional.
Em 1976, aos 68 anos, Bernhard foi convidado a implantar as Danças Sagradas na Fundação Findhorn -Centro Internacional de Educação Transdisciplinar, fundado em 1962, na Escócia. Um convite que foi determinante para a expansão do movimento das Danças no mundo.
Desde 1976, Findhorn promove anualmente em Julho, o Festival Internacional de Danças Circulares Sagradas, que tem contribuído para trocas valiosas entre os povos e o enriquecimento do repertório. São danças tradicionais e contemporâneas dos quatro cantos do mundo - Ásia, Europa, África e América
Traz a esperança do crescimento e da transformação conscientes através da alegria e da leveza, em comunhão com outras pessoas, num grande círculo de cura. De mãos dadas conectamos com nosso interior, e nos damos conta de como está nossa vida aqui e agora, e como podemos melhorá-la.



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